Fonte: VALOR ONLINE   
Qui, 27 de Outubro de 2016

A diretoria de licenciamento do Ibama deve decidir ainda esta semana sobre a licença de operação para a plataforma Cidade de Caraguatatuba, da Petrobras, destinada à produzir no campo de Lapa, no pré-sal da Bacia de Santos. Caso o despacho da diretoria seja favorável, restará apenas a aprovação pela presidente do Ibama, Suely Araujo, para o início da produção da unidade, considerada importante para que a Petrobras cumpra a meta de produção em 2016, de 2,145 milhões de barris diários de petróleo no Brasil. Segundo a diretora de Licenciamento do Ibama, Rose Hofmann, porém, um parecer técnico do órgão ambiental sobre o caso indicou a existência de pendências relativas a condicionantes exigidas na licença prévia. "O que se analisa hoje é se essas pendências inviabilizam o empreendimento", afirmou ontem Rose, após participar da Rio Oil & Gas, evento do setor petrolífero, no Rio de Janeiro. Rose contou que está prevista uma reunião esta semana entre ela e a presidente do Ibama para tratar do assunto. Ela não quis adiantar se o despacho que irá apresentar será favorável ou não à emissão da licença de operação da plataforma. "O meu despacho ainda não está escrito", afirmou. Segundo ela, há questões pendentes relacionadas a duas condicionantes da licença prévia. "A mesma licença prévia deu base a várias licenças de instalação e operação. O descumprimento de uma condicionante gera efeitos nas demais. Hoje a dificuldade é dimensionar qual é a implicação do descumprimento dessa condicionante", completou Rose. De acordo com a diretora, o principal programa descumprido pela Petrobras é com relação ao monitoramento acústico nas operações. A medida é necessária para observar eventuais impactos causados pela operação sobre a fauna. A Petrobras previa iniciar a produção no campo de Lapa no terceiro trimestre deste ano. O FPSO Cidade de Caraguatatuba, já posicionado no local, tem capacidade de processamento de 100 mil barris diários de petróleo e 5 milhões de metros cúbicos diários de gás natural. O campo de Lapa está localizado a cerca de 270 km da costa do Estado de São Paulo, a uma profundidade média de 2.140 metros. A área fica no bloco BM-S-9, operado pela Petrobras (45%), em parceria com a Shell (30%) e a Repsol Sinopec Brasil (25%). Procurada, Petrobras não se manifestou sobre o assunto.

27/10................................................................

ANP PASSARÁ A RECEBER PEDIDOS PARA NOVOS POSTOS APENAS POR MEIO ELETRÔNICO

PORTAL DA ANP

A partir do dia 14 de novembro de 2016, as solicitações de autorização para funcionamento de posto revendedor deverão ser realizadas através do Sistema de Registro de Documentos dos Postos Revendedores (SRD-PR). Após essa data, toda a documentação em papel protocolizada na Agência referente a pedidos para novos postos será devolvida ao remetente com a orientação para que seja encaminhada via SRD-PR.

O sistema, além de mais eficiente e seguro para o envio de documentação, permite maior agilidade na análise do pedido e na resposta ao agente econômico, bem como economia com autenticações em cartório e custos de postagem.

Para facilitar o acesso ao SRD-PR, a ANP elaborou um Manual do Usuário, com a explicação passo a passo sobre o sistema. Caso o agente econômico permaneça com dúvidas, poderá ainda entrar em contato com o Centro de Relações com o Consumidor da ANP (0800 970 0267), que possui uma equipe treinada para ajudar quanto ao correto uso do certificado digital e do sistema.

Os pedidos de revogação de autorização continuarão a ser realizados com documentação em papel, via Protocolo na ANP.

 

TRIBUNA DA BAHIA

OUVIR SOM ALTO NO CARRO FICOU MAIS CARO

21/10/2016 - Quem tem costume de ouvir som alto no carro, audível externamente e  chegando  a incomodar ao vizinho, vai pagar multa grave e perda de pontos na carteira. O Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) aprovou na quarta-feira  a Resolução de n.º 624 que regulamenta as autuações para som automotivo.

A norma institui a autuação de condutor que for pego com som audível pelo lado externo do veículo, independente do volume ou frequência, e que perturbe o sossego público, em vias terrestres de circulação. O agente de trânsito deverá registrar, no campo de observações do auto de infração, a forma de constatação do fato gerador da infração, que será considerada grave, acrescida de mais cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), conforme estabelece o art. 228 do Código de Trânsito Brasileiro.

A medida faz exceção a ruídos produzidos por buzinas, alarmes, sinalizadores de marcha-a-ré, sirenes pelo motor e demais componentes obrigatórios do próprio veículo, bem como veículos prestadores de serviço com emissão sonora de publicidade, divulgação, entretenimento e comunicação, desde que estejam autorizados por órgão ou entidade competente, além de veículos de competição e os de entretenimento público, que estejam permitidos a utilizar o som específico em locais de competição ou de apresentação estabelecidos pelas autoridades competentes.

Comerciantes temem queda nas vendas 

Por conta desta nova resolução, comerciantes de equipamentos de som automotivo temem mais quedas nas vendas do setor. “A partir do momento que começam a inibir as pessoas a usar o som alto no próprio carro, teoricamente as vendas vão cair. As vendas, aliás, já caíram. Antes a gente vendia alto-falantes de 12 e 15 polegadas e hoje já não se vende mais.

O pessoal está tirando seus sons potentes, porque está com medo de tomar multa, e trocando por som original. Isso acaba afetando o setor financeiro das lojas que precisa vender e pagar seus compromissos. Atualmente as vendas de som tiveram uma queda de mais de 50 por cento, por conta da crise e também devido a fiscalização que inibe o cliente”, declarou o empresário Jairo de Oliveira Machado, há 25 anos negociando equipamentos de som para carros. 

ara o comerciante Ivan Costa Alves, as vendas de equipamentos de som estão caindo “porque eles estão proibindo som em qualquer espaço, mas na política eles liberaram. Esta nova lei acabou de lenhar tudo. O movimento já está fraco e a tendência é fechar a loja e demitir os funcionários. Eu não concordo com esta lei que eles estão impondo aí. E vai ouvir o som aonde, se não for dentro do carro?”, questionou o empresário Ivan Costa Alves, também dono de loja de som automotivo há mais de duas décadas. 

“Se o cara gosta de ouvir o som alto, ele deve ouvir o som dele com o vidro do carro fechado, mesmo porque não tem necessidade nenhuma do cara andar com o som tão alto”, sugere o comerciante Eliomar Moraes Jr. Segundo Antonio Silva, outro comerciante que trabalha no setor desde 1981, a demanda por equipamento de som no passado “era muito grande, mas agora está diminuindo por conta dessas fiscalizações equivocadas. Quem investia em equipamento mais pesado já não está mais fazendo isto”, afirmou. 

Quanto ao equipamento, tem quem gaste até mais de R$ 10 mil, segundo apurou a Tribuna, com aparelhos, amplificadores e componentes, cujos valores dependem de marcas, potencia e quantidade. Depois, sai por aí dirigindo e, muitas vezes, produzindo um som ensurdecedor para o ouvido de muitos. “Acho uma atitude irracional por parte desses elementos que querem se mostrar através de um som alto no carro, a maioria de péssimo gosto musical. Sou a favor da lei e que confisquem o equipamento de quem utiliza o som para incomodar a paz do outro”, pontuou o professor Alberto Farias, 42, que costuma ouvir o som do carro “no estilo ambiente, porque ouço pra mim, não pros outros”. 

“O que acho errado é a pessoa chegar num local, que não é onde ele mora, a qualquer horário e botar um som alto e incomodar os outros. Aí, sim, cabem todas as medidas e todas as multas possíveis”, opinou o vendedor Sérgio Veiga, 27. Na opinião do também vendedor Valter Santos Ferreira, o veículo pra ser notificado “o agente de transito teria que ter um equipamento para medir os decibéis do carro. Até 20 decibéis não incomoda ninguém”, ressaltou. A Tribuna solicitou à Transalvador uma posição sobre o assunto, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

A assessoria de comunicação do Detran, por sua vez, informou que a fiscalização do que ocorre no trânsito da capital é de responsabilidade do município.  Já o Contran nos comunicou, via Assessoria de Comunicação do Ministério das Cidades, que “a Resolução ainda não foi publicada no Diário Oficial da União” e que “não há previsão para publicação. Portanto, ainda não está em vigor”.

 

VALOR ONLINE

TRANSPORTE COLETIVO E A NOVA POLÍTICA DE PREÇOS DA PETROBRAS

A Petrobras anunciou uma nova política de preços do diesel e da gasolina. A política baseia-se em dois fatores: na paridade com os preços do mercado internacional e na margem praticada para remunerar riscos inerentes à operação. A empresa pretende ainda reavaliar mensalmente o preço dos combustíveis considerando a tendência do mercado internacional, podendo ocasionar manutenção, redução ou aumento nos preços praticados nas refinarias. O preço que o consumidor final observa na bomba é diferente do preço da refinaria. Essa diferença dependerá de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de petróleo, especialmente distribuidoras e postos de combustíveis. Projeções da companhia apontam que, se o ajuste feito for integralmente repassado ao consumidor, o diesel e a gasolina cairiam respectivamente em 1,8% (cerca de R$ 0,05 por litro) e 1,4% (R$ 0,05 por litro). Os preços desses combustíveis impactam toda a cadeia de transportes. A gasolina é o principal combustível dos carros e motos - veículos utilizados no transporte individual motorizado, que representam 31% dos deslocamentos nas cidades. O diesel, por sua vez, é o principal combustível usado no transporte rodoviário de cargas, representando 61% do total de cargas transportadas, e em ônibus, que é o modo de transporte responsável por 25% de todos os deslocamentos nas cidades. Destaca-se que o peso do combustível nos custos das empresas de ônibus é de aproximadamente 20%. Uma outra estratégia também necessária é melhorar a eficiência do serviço prestado, atraindo novos usuários É possível esperar, portanto, que a medida anunciada tenha impactos relevantes na dinâmica de preços do setor. A revisão do preço do diesel deve acarretar uma queda de 0,28% no valor da tarifa de ônibus, um bom resultado em todos os aspectos. Já a variação da gasolina, em especial, tem dois efeitos. Por um lado, a queda do preço pressiona para baixo a inflação; por outro, o barateamento do uso do carro pode gerar um efeito negativo que é o incentivo ao uso do transporte individual em detrimento do coletivo. Um indivíduo que troca o transporte coletivo pelo transporte individual (carro próprio) contribui para o aumento da poluição e do congestionamento nas vias públicas, entre outras externalidades negativas. A teoria econômica sugere que as atividades que gerem externalidades negativas devem ser tributadas, como forma de colocar sobre os seus usuários o ônus dos efeitos gerados para toda a comunidade. No caso do setor de transportes, deve-se então tributar o uso do transporte individual e subsidiar o coletivo. Operacionalmente, essa medida poderia ser implementada por meio do aumento da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre a gasolina, destinando-se as receitas adicionais arrecadadas para reduzir (subsidiar) a tarifa do transporte coletivo. Nesse sentido, trata-se de um subsídio cruzado do transporte individual em favor do transporte coletivo. Uma proposta complementar à nova política de preços do diesel e da gasolina em linha com o que é sugerido pela teoria econômica seria aumentar o valor da Cide somente sobre a gasolina em valor proporcional à queda do preço anunciada. O recurso arrecadado seria transferido para subsidiar a tarifa do transporte coletivo. Em linhas gerais, enquanto a política adotada melhora a vida de quem usa transporte individual, mantendo inalterada a situação do passageiro de transporte coletivo, a política alternativa tem lógica inversa, mantendo inalterada a situação do consumidor de transporte individual e melhorando para o passageiro do transporte coletivo. O resultado macroeconômico sobre a inflação da proposta alternativa também é mais atraente. A aplicação do subsídio-cruzado poderia causar até R$ 0,11 de alívio no valor das tarifas de ônibus urbano (considerando uma tarifa média nacional de R$ 3,47), ocasionando desinflação de 0,08%, medida pelo IPCA. Como o peso da gasolina no IPCA é de 3,89%, a redução do preço da gasolina anunciada pela Petrobras gera um impacto inflacionário esperado de -0,05% (-1,4% x 3,89%); ou seja, sob a ótica do principal índice de preços da economia, a política alternativa de incentivo ao transporte coletivo tem melhores resultados desinflacionários. Por fim, destaca-se que a política de desonerar o transporte coletivo por meio de um imposto sobre a gasolina ainda aumenta o bem-estar das famílias de mais baixa renda, que são os principais usuários do serviço. A construção de novas infraestruturas de transporte urbano, como ampliação da cobertura de trens e metrô ou novos viadutos e túneis, demanda investimentos de grande porte e normalmente com financiamento público, cenário improvável na atual conjuntura de crise econômica e fiscal. A urgente melhora da mobilidade urbana nas grandes cidades depende então do uso da infraestrutura atual com mais eficiência. Uma estratégia seria otimizar o uso do espaço, priorizando modos que ocupem menor espaço relativo nas vias e emitam menos poluentes. Sinal de preços adequado é uma das soluções, mas não pode ser a única. Uma segunda estratégia também necessária é melhorar a eficiência operacional do serviço prestado, atraindo o usuário do transporte individual oferecendo um serviço com mais conforto, rapidez e confiabilidade. Samuel Pessôa é pesquisador associado de Economia Aplicada do FGV/Ibre Edmilson de Siqueira Varejão é pesquisador do FGV/CERI.

 

UDOP

FIPE: RELAÇÃO ENTRE ETANOL E GASOLINA SOBE A 73,68% EM SP  

Com o avanço nos preços do etanol recentemente, a relação entre o valor do álcool combustível e o da gasolina acelerou na terceira semana do mês na capital paulista, conforme dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

No período, essa equivalência atingiu 73,68%, depois dos 72,06% no período imediatamente anterior. O resultado superou o nível de 68,91% da terceira semana de outubro de 2015. Por enquanto, o coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe, André Chagas, afirma que não há sinais de alívio entre a relação dos preços dos dois combustíveis. De um lado, ressaltou, problemas com oferta estão deixando o etanol mais caro. "Historicamente, essa relação fica elevada (proximidade fim da safra de cana), mas fugiu bastante do padrão esperado para esta época do ano, antecipando a pressão. Por isso, os sinais são de aceleração", estimou. Na outra ponta, a gasolina também está subindo, já que tem em sua composição álcool anidro.

O que poderia dar alívio aos preços da gasolina seria a redução de 3,2% nas refinarias promovida recentemente pela Petrobras, disse Chagas. Segundo ele, com o encarecimento do açúcar no mercado externo e no atacado brasileiro, os preços do etanol devem seguir pressionados, sem dar espaço para recuo no valor da gasolina no varejo.

O economista explica que o alívio esperado com a queda da gasolina está sendo mascarado pelo aumento do etanol. Em outro levantamento da Fipe, o etanol ficou 7,84% mais caro na terceira quadrissemana do mês - últimos 30 dias terminados no domingo (23). Na segunda leitura, a taxa foi de 5,22%. Já a variação da gasolina ficou positiva em 1,00%, na comparação com 0,84% na segunda quadrissemana de outubro.

"Não houve queda no varejo nem há sinais de que terá", afirmou. Na terceira leitura do mês, o IPC - que mede a taxa de inflação na capital de SP - acelerou para 0,18%, na comparação com 0,02% na segunda medição. Segundo especialistas, o uso do etanol deixa de ser vantajoso quando o preço do derivado da cana-de-açúcar representa mais de 70% do valor da gasolina.

A vantagem é calculada considerando que o poder calorífico do etanol é de 70% do poder do combustível fóssil. Com a relação entre 70% e 70,5%, é considerada indiferente a utilização de gasolina ou etanol no tanque.


26/10/16
Fonte: Fonte: Estadão Conteúdo
Texto extraído do Portal Faesp/Senar

 

 

ETANOL PODE SER A SAÍDA PARA METAS CLIMÁTICAS  

UDOP

 Entre os compromissos assumidos pelo Brasil no Acordo Climático de Paris, assinado durante a COP 21- Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança de Clima, está a redução de 43% das emissões de gases do efeito estufa até 2030. Para isso, o País deverá, além de combater o desmatamento, investir na produção de combustíveis limpos, a exemplo do etanol, que de 2005 a 2014 representou apenas entre 13% a 15% da matriz energética brasileira.

"É preciso que a produção nacional do etanol cresça dos atuais 24 a 28 bilhões de litros ao ano para cerca de 50 bilhões de litros até 2030 - aproximadamente 18% da matriz energética do País", considerou o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool (Sindaçúcar-PE) e vice-presidente do Fórum Sucroenergético Nacional, Renato Cunha. Durante encontro com o secretário de Minas e Energia, Fernando Filho, em Brasília, nesta quarta-feira (26), Cunha defendeu a participação do etanol nordestino nessa perspectiva de expansão do investimento nacional em combustíveis limpos.

Atualmente, o Nordeste produz cerca de dois bilhões de litros de etanol por safra. Essa produção, contudo, ainda oscila muito de acordo com as condições climáticas. "Isso denota uma maior necessidade de investimentos no setor", apontou. Nos últimos anos, a política de controle dos preços da gasolina - praticada pelo Governo Federal para proteger os cofres da Petrobras - penalizou o setor sucroalcooleiro. "O empresariado precisa de previsibilidade de preços e políticas", ressaltou Cunha.



Fonte: Folha de Pernambuco

 

PETROBRÁS PLANEJA VOLTAR A CONTRATAR EMPRESAS ENVOLVIDAS NA LAVA JATO

ESTADÃO

Após quase dois anos de bloqueio cautelar às empresas investigadas na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, a Petrobrás estuda um meio de reintegrá-las ao seu quadro de fornecedores. O diretor de governança gorporativa da estatal, João Elek, disse que cerca de 30 companhias estão impedidas de participar das licitações da petroleira. Ele ressaltou, porém, que algumas delas “fizeram o dever de casa” e pode ser que em breve escapem do bloqueio.

“(Esse bloqueio) foi desenhado para ser provisório. Claramente há empresas que buscaram melhorar a gestão”, afirmou Elek. Ele citou como exemplos as construtoras Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa, e destacou ainda que a Toyo Setal nunca foi excluída. “São empresas que celebraram acordo de leniência e que estão efetuando desembolsos consideráveis, o que mostra o grau de comprometimento. São empresas que fizeram grande mudança nas suas estruturas”, disse Elek, após participar da feira Rio Oil & Gas, no Riocentro.

Até hoje, R$ 380 milhões foram devolvidos ao caixa da Petrobrás por companhias que admitiram ter participado do esquema de corrupção, de superfaturamento de contratos da estatal. Um valor ainda maior já foi repatriado, mas ainda não há uma definição do quanto disso vai retornar à petroleira e o que vai para o Tesouro.

O executivo, entretanto, não quis adiantar detalhes sobre o que está se desenhando, mas afirmou ter “anseio” que esse tema seja resolvido ainda neste ano, já que em dezembro serão completados dois anos de bloqueio.

“Agora é a uma hora muito oportuna de reendereçar esse assunto e ver qual será o encaminhamento, isso está no forno. A gente acha que uma sanção regulatória tem um prazo, então impor um bloqueio temporário por um prazo mais longo talvez seja fortemente questionável e nós temos essa consciência”, afirmou.

A Petrobrás estuda um critério de avaliação de todas as fornecedoras que sofrem o bloqueio cautelar, capaz de verificar se elas promoveram mudanças em suas estruturas a ponto de evitar que repetirão o erro do passado. A ideia é acabar com o bloqueio, criado em 2014 para ser provisório.

“Desde que, comprovadamente, a gente tenha o conforto de que essas empresas atingiram critérios objetivos que a gente está desenhando, quase como se auditássemos as melhorias implementadas, vamos ter toda segurança (de voltar a contratar essas empresas), independentemente do passado”, disse Elek.

Ele lembrou o caso da holandesa SBM, que admitiu ter pago propina para ganhar licitação de plataformas e hoje participa de concorrência para a construção de unidades produtoras para o campo de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos. A sua inclusão só foi permitida após celebrar acordo com o Ministério da Transparência.

 

REUTERS

PETROBRAS CONVOCA ASSEMBLEIA PARA APROVAR VENDA DA NTS À BROOKFIELD  

A estatal Petrobras convocou os acionistas para uma assembleia geral extraordinária em 30 de novembro na qual deverá ser aprovada a proposta de venda de 90 por cento da participação da companhia na Nova Transportadora do Sudeste (NTS) para a Brookfield, segundo comunicado nesta quinta-feira.

A assembleia também decidirá sobre uma proposta para que a Petrobras renuncie ao direito de preferência na subscrição de debêntures conversíveis em ações que serão emitidas pela NTS e sobre a eleição de um conselheiro representante dos acionistas minoritários.

 

VALOR ONLINE

IBAMA ANALISA PENDÊNCIA DA PETROBRAS PARA LICENÇA DE PLATAFORMA NO PRÉ-SAL

A diretoria de licenciamento do Ibama deve decidir ainda esta semana sobre a licença de operação para a plataforma Cidade de Caraguatatuba, da Petrobras, destinada à produzir no campo de Lapa, no pré-sal da Bacia de Santos. Caso o despacho da diretoria seja favorável, restará apenas a aprovação pela presidente do Ibama, Suely Araujo, para o início da produção da unidade, considerada importante para que a Petrobras cumpra a meta de produção em 2016, de 2,145 milhões de barris diários de petróleo no Brasil. Segundo a diretora de Licenciamento do Ibama, Rose Hofmann, porém, um parecer técnico do órgão ambiental sobre o caso indicou a existência de pendências relativas a condicionantes exigidas na licença prévia. "O que se analisa hoje é se essas pendências inviabilizam o empreendimento", afirmou ontem Rose, após participar da Rio Oil & Gas, evento do setor petrolífero, no Rio de Janeiro. Rose contou que está prevista uma reunião esta semana entre ela e a presidente do Ibama para tratar do assunto. Ela não quis adiantar se o despacho que irá apresentar será favorável ou não à emissão da licença de operação da plataforma. "O meu despacho ainda não está escrito", afirmou. Segundo ela, há questões pendentes relacionadas a duas condicionantes da licença prévia. "A mesma licença prévia deu base a várias licenças de instalação e operação. O descumprimento de uma condicionante gera efeitos nas demais. Hoje a dificuldade é dimensionar qual é a implicação do descumprimento dessa condicionante", completou Rose. De acordo com a diretora, o principal programa descumprido pela Petrobras é com relação ao monitoramento acústico nas operações. A medida é necessária para observar eventuais impactos causados pela operação sobre a fauna. A Petrobras previa iniciar a produção no campo de Lapa no terceiro trimestre deste ano. O FPSO Cidade de Caraguatatuba, já posicionado no local, tem capacidade de processamento de 100 mil barris diários de petróleo e 5 milhões de metros cúbicos diários de gás natural. O campo de Lapa está localizado a cerca de 270 km da costa do Estado de São Paulo, a uma profundidade média de 2.140 metros. A área fica no bloco BM-S-9, operado pela Petrobras (45%), em parceria com a Shell (30%) e a Repsol Sinopec Brasil (25%). Procurada, Petrobras não se manifestou sobre o assunto.

 

INFOMONEY

EUA ELEVAM EXPORTAÇÕES DE ETANOL EM 54% NO ANO

As exportações de etanol dos Estados Unidos subiram pelo segundo mês seguido, de 269,908 milhões de litros em julho para 300,69 milhões de litros em agosto. Na comparação com o mesmo período do ano passado (195,613 milhões de litros), as vendas externas foram 54,10% maiores.

De acordo com a consultoria DATAGRO, o aumento nas exportações refletiu, principalmente, a maior demanda do Brasil. Os embarques para o mercado brasileiro subiram de 57,43 milhões de litros em julho para 94,94 milhões em agosto, alta de 65,31%. Outro país que teve destaque foi a Índia ao absorver 53,14 milhões de litros, contra 42,61 milhões de litros no mês anterior (+24,70%).

Os EUA também aumentaram as exportações para a Jamaica (11,10 milhões de litros), México 11,05 milhões de litros), Peru (8,49 milhões de litros) e China (5,71 milhões de litros). Em contrapartida, as exportações para as Filipinas apresentaram queda expressiva, de 39,12 milhões de litros para 14,57 milhões em agosto.

De janeiro a agosto, o Canadá se destacou como o principal destinado das exportações de etanol dos EUA, com 569,93 milhões de litros, ultrapassando a China, com 495,68 milhões de litros, seguido pelo Brasil (427,29 milhões de litros).

Importante: As opiniões contidas neste texto são do autor do blog e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney.