Fonte: O GLOBO   
Qua, 26 de Outubro de 2016

O presidente do Conselho Consultivo do Sindicato Brasileiro das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), Leonardo Gadotti, defendeu mais liberdade de preços no Brasil. Ele afirmou que a mudança é fundamental para que o país consiga destravar investimentos. Para Gadotti, o setor pode passar pela sua segunda grande onda de investimentos, com a busca de sócios por parte da Petrobras — após a abertura do setor no fim dos anos 1990.
“A política de preços precisa ter maior liberdade. O Brasil tem um trauma com preços dos combustíveis. Isso sempre foi manchete de jornal. Em outros mercados os preços sobem e descem acompanhando as cotações internacionais”, destacou durante a Rio Oil & Gas.
Há dez dias, a Petrobras reduziu os preços da gasolina e do diesel no país. O movimento, no entanto, decepcionou analistas e a própria estatal, já que o corte não se refletiu em combustível mais barato nas bombas. Mesmo com a medida, os combustíveis ficaram mais caros nos postos brasileiros, reflexo de fatores como a alta do etanol, que representa 27% da composição da gasolina.
Para Gadotti, o Brasil também precisa destravar os investimentos em terminais marítimos se quiser ampliar os investimentos na área de refino, hoje concentrados na Petrobras.
“Isso é um gargalo. Não houve investimentos nos portos nos últimos cinco anos. Os do Norte, por exemplo, vivem hoje uma limitação”, disse.