Fonte: DCI   
Qui, 28 de Abril de 2016

No primeiro trimestre deste ano, 80 indústrias sucroalcooleiras, maior parte delas tradicionais e de grande porte, encontram-se em recuperação judicial. Trabalhadores demitidos ainda não receberam salários e rescisões contratuais. Elas correspondem a 25% de toda a fabricação do etanol e do açúcar da nação.
Hoje, o Brasil possui 350 unidades fabricantes do combustível da cana e do alimento. Outras empresas inadimplentes, processadoras da cana-de-açúcar, deverão ampliar a relação mencionada. Tentam resistir à excessiva tributação, juros altos, aos erros administrativos e à falta de financiamentos.
Não ficaram fora da relação de insolvência grupos tradicionais - como a Unialco, com indústrias em São Paulo e Mato Grosso; e a Usina Santa Helena, em Goiás,
Na derradeira década, consta que 11 empresas em recuperação judicial tiveram as suas falências decretadas pela Justiça, por falta de condições de pagamento das dívidas aos credores e processar a safra.
Tradicionais organizações da área canavieira como a Usina Campestre de Penápolis; cinco usinas da Companhia Brasileira de Açúcar e Álcool (CBAA), do Grupo J. Pessoa e as cinco fábricas do Grupo Alagoano do ex-senador, João Lyra, compõem a lista das inadimplências. Ademais, as usinas que encontram-se em crise enfrentam sérios entraves na obtenção de ajuda financeira, diante das garantias reais exigidas.
A nossa sistemática de recuperação judicial é bastante nova. Daí, a esperança que a Justiça brasileira assegure condições favoráveis ao financiamento das empresas em recuperação judicial, como é o caso da indústria sucroalcooleira, dada sua relevância social e econômica.
Apesar de tudo, a safra 2016/17 entrará num período de alta de preços. O combustível da cana hidratado permanecerá em torno de R$ 1,52 litro na usina. Quanto ao açúcar, deverá superar a remuneração do etanol.
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Conselheiro e diretor da FIESP-CIESP
LuizGonzaga Bertelli